Há cerca de quatro anos o Movimento de Teatro do Oprimido no Ceará ministra residências de Teatro do Oprimido no Teatro José de Alencar na qual a mesma já fez florescer bons frutose alçar voos inimagináveis!
A oficina deste ano encontra-se a todo vapor, confira a seguir alguns dos poemas embasados na cena que está sendo montada pelos participantes:
Nasci criança, vou morrer criança,
Olhe para mim, não sou diferente de voce,
Preciso de amor, cuidado,
Não me largue como se eu fosse um nada,
Não me esqueça como o tempo esqueceu,
Olho para mim como um dia voce já olhou,
Sem desprezo, sem nojo,
O tempo passou e a vida se foi,
Só as dores de uma vida ficaram,
Ajude-me a sair da dor,
Não deixe que a dor tome conta de mim, e me leve mais cedo para a morte,
Deixe-me ser feliz uma ultima vez,
Deixe-me lembrar das coisas boas que vivi.
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Solidificado foi, e exaurido está,
Obstáculos vencidos,
Castelos destruídos,
Poeira revelada,
Fragmentos de uma luta com um golpe mortal.
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Na vida vago meus sentimentos,
O vazio da dor,
Não sou mais criança,
Adulta incompleta de perna amputada,
Desamparada, abandonada,
Na cama de hospital só a dor da vida está comigo.
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Postado por: Franisberto Teixeira
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